Ul'thor Celestremor
Musiquê para imersê:
Era uma noite serena e o Tauren não sabia dizer com exatidão em qual parte de Kalimdor. A julgar pela areia e pelo frio seco da noite... provavelmente estava a caminhar por Tanaris.
Estranho pensar que estaria a caminhar sem rumo por um lugar como aquele, à noite e não se sentindo tão desolado por não ter um sol em suas costas. Mas era isso que um andarilho do Sol fazia, não? Andava o caminho do Sol, mesmo que esse fosse sob sua irmã lua.
Entretanto, por mais que estivesse acostumado, os cascos de Ul'thor começavam a doer, indicando que talvez fosse chegada a hora de descansar e terminar o dia. Uma vez que ele já passara pelas cavernas do tempo, muito precisaria viajar para encontrar outro ponto de descanso.
Felizmente, havia uma coisa que o jovem boi sabia fazer bem além de lutar e quebrar nozes com seu chifre: sobreviver em regiões inóspitas.
Havia um acampamento abandonado diante da costa ao Sul da região, uma ótima fonte de madeira velha que formaria uma fogueira. Os totens em suas costas, ao serem bem fincados na areia e cobertos por uma longa lona que ele carregava, formaria uma modesta cabana que sempre quebrava o galho quando necessitada. Sempre parava para pensar na metáfora que era usar os totens que tinha em memória de seus pais para lhe cobrir do clima hostil. Afinal, essa era a semelhança entre estes e An'she.
Sorrindo e Coberto do sereno junto de sua fogueira, o Valente poderia abrir sua mochila e preparar seu prato favorito, omelete com ovo de Basilisco. Realmente, as palavras do grande Ancião Azhok real verdadeiras. "Sua refeição favorita é ainda melhor quando compartilhada."
Compartilhar comida, diversão e glórias eram realmente momentos valiosos para o Ul'thor, contudo, o tempo lhe ensinara o valor da solitude. Estar sozinho consigo era algo positivo, pensara em seus erros e acertos e, após algumas vezes, aprendera a apreciar o mundo à sua volta.
Os segundos se tornam minutos e os minutos horas até que se prepara para uma última meditação antes de dormir. Não haviam sons mais tranquilizantes para ele do que as ondas do mar, o vento correndo pelo deserto e o velejar de alguns barcos ao longe.
-Aaah, Mãe Terra de todos os vivos! Obrigado! Eu agradeço por guiar meu caminho dia após dia.
Impressionaria ver tanta serenidade em um tão jovem tauren, contudo, a curiosidade estava para tomar o lugar. Pois um estrondoso relâmpago cortaria os céus brilhando em um esplendor que, ao abrir os olhos, podia-se ver novas estrelas.
-Mas o quê é isso? -Ul'thor parecia perceber algum padrão.
Seus olhos seguiam as estrelas uma a uma seguindo um caminho fixo até formar letras. As letras, palavras e as palavras... uma mensagem sem precedentes.
Com agilidade, anotações se faziam em um pergaminho que o touro carregava em suas bolsas. Mesmo que a pena quebrasse, precisaria improvisar pois a mensagem rapidamente esvanecia.
Um longo inspirar seguido de um profundo expirar quebra a o silêncio do vazio da noite. Ul'thor limpava sua testa e podia se acalmar, talvez um chá com botão da paz ira cair bem.
Eis que o horizonte do mar ascendia sobre o campo de visão do andarilho que sorria em agradecimento pela mensagem da Mãe Terra. Novamente sua vida teria um propósito, já ouvira o nome da mulher da mensagem, entretanto estava longe de creditar tanta importância àquela figura.
-Grã-Clarividente... Será uma honra servi-la em nome de An'She!

Comentários
Postar um comentário