Alice von Teiassombra & Reinadriel Vermelhalvorada


    Era um dia comum, uma tarde banal em Ventobravo, Alice se sentava à mesa de seu escritório, revisando e copiando textos da Chama Mãe quando a campainha toca. Não era comum para ela esperar visitas, em especial naquela tarde, afinal, quando estava na cidade, costumava estar em busca de um pouco de solitude. 

    Por algum motivo, seus passos eram largos e a maçaneta girava ligeira, mas quando a porta de madeira se abre e a luz do fim de tarde banha sua visitante, a sacerdotisa sente suas pernas ficarem bambas. “Blém Blém”, tocava o sino da catedral, em sintonia com seus olhos de cristal que brilhavam e sua mão que falhava, soltando a pena que carregava. A visitante parecia ter sido carregada pelos ventos, chegando com o farfalhar das árvores pela praça, em uma brisa suave que erguia os cabelos negros da fiel em choque. O tempo se perdia, enquanto seus olhos tentavam processar o impossível. 

    -V-você… não pode ser verdade… -A mão trêmula da baronesa erguia-se para cobrir sua própria boca enquanto seus olhos marejaram. -Pela Chama Mãe… não pode ser verdade… 

    Diante de Alice, estava uma figura um tanto particular. Uma pequena e magra mulher ruiva com pequenas orelhas pontudas, rabo de cavalo e um traje negro e soturno e marcas espirais em sua pele, que, timidamente, segurava seu braço direito com o esquerdo por trás das costas. 

    -...Desculpe a demora… eu… -A visitante desvia o olhar, piscando repetidamente envergonhada. -...Voltei assim que pude… e também, não tinha como- 

    Sem aviso, em um flash, o corpo da baronesa morena se move, envolvendo a menor em um caloroso abraço. Entre soluços e palavras incompreensíveis, a fiel puxava-se mais e mais para dentro da visitante, seu queixo cobrindo a clavícula dela e seus braços cobrindo suas costas, desesperadamente tentando encontrar algo para se apoiar. 

    -...R-Reina… Reininha… pitica… é você mesmo… 

    Alice falava entre prantos, inerte enquanto a outra, soltava seu cajado paralisada, enquanto tentava conter uma reação. Lenta e mecanicamente, contudo, as mãos da menor encobrem a nuca e as costas de sua anfitriã, seus olhos carregando uma expressão de grande alívio. 

    -Alice… você… não está amargurada comigo? 

    Sentindo o perfume de maçã nos cabelos da humana, Reinadriel afasta-se o bastante para poder olhá-la nos olhos, apenas para encontrá-los cheios de lágrimas, até borrando sua maquiagem. 

    -A-Amargurada? Reina! Não! Eu… -O semblante de Alice era pincelado por um grande sorriso. -...Eu ach-... Você tinha morrido! Eu segui minha vida acreditando que nunca mais iria te encontrar. Já até tinha aceitado que nunca era pra ter sido… Mas aqui está você pitica! Eu estou… 

    -...Feliz? Né? -O rosto pálido da meio-elfa sorria, mesmo que de maneira pouco natural e sem lágrimas, era possível ver sua pupila dilatando e contraindo em repetição. -Eu… também estou feliz em te ver de novo, Arainha! 

    Mais um abraço cheio de emoção se sucedia e, só após alguns minutos de calor, as amigas perdidas se afastam e se olham mais uma vez, começando a reparar uma na outra. Reinadriel notava como Alice havia crescido, mais alta e com uma confiança que antes não existia. Enquanto Alice percebia que Reinadriel não cresceria em nada, sua pele estava pálida e com um brilho perolado, contudo, por mais que sentisse a alegria e outras fortes emoções dentro da jovem, sua expressão pouco mudava, dando um ar quase artificial à mestiça. 

    -Pitica… -Alice chamava segurando a mão da visitante e a trazendo para dentro. -Eu vou preparar um chá… e você me conta o que aconteceu, está bem? 

    -Ah… sim. Está bem… -Reinadriel acente com a cabeça e, delicadamente caminha, observando a casa e sua decoração simples, porém elegante, deixa seu cajado pendurado na parede ao lado do de Alice, mas não se senta. -Arainha… essa caveira no seu cajado…? -Olhava fixamente para a negra caveira envolta em rosas e espinhos. 
 
    Alice pausa, pouco depois de deixar a água ferver. Seu corpo se vira suavemente para encontrar Reinadriel fixada a acariciar o crânio enegrecido, boquiaberta e de olhos arregalados. Com delicadeza e gentileza, Alice caminha na direção da outra até tocar seus ombros em sinal reconfortante. -Reina… você não sabe? 

    -Eu… -A mestiça, vidrada, de olhos marejados, suspira. -...Sou eu, não sou? 

    -Acredito que sim… -Alice responde cabisbaixa. -A sombra trouxe ele para mim, antes de mostrar seu rosto. Eu ouvi a voz de um homem… 
 
    -Simon… O quê ele te disse? -Reina responde em prontidão, fazendo Alice engolir em seco antes de erguer a cabeça. 

    -Ele estava rezando… -Alice caminha, posicionando-se em paralelo de Reinadriel enquanto mantinha a mão em seu ombro.- Pedindo pelo bem da família dele… e por mim. Quando ele mostrou seu rosto, também tinha… a face rachada. 

    -Entendo… -Reina… este crânio… ele é seu, não é? -Alice perguntava em uma voz tenra enquanto acariciava a garota. -O vazio trouxe ele para mim. 

    A Ruiva olha para a sua amiga em um semblante melancólico. -Sim… essa sou eu… -Tocando o crânio negro. -Este corpo que você toca… não é meu, Alice. É só uma boneca de mármore energizada por ânima que carrega a alma de uma mestiça que foi abandonada e marcada pela Sombra. -Reinadriel desvia o olhar, afastando-se do toque da humana por um instante.  

    Com uma mão estendida, a baronesa olhava para sua convidada que, momentaneamente, dava-a às costas e passava a olhar um dos quadros que decoravam a parede. Este quadro retratava um lobo negro sobre uma colina que fitava o horizonte das montanhas do norte enquanto majestosos raios de luz irrompiam por entre as negras nuvens. Alice suspira e volta a se aproximar da convidada, ainda que lentamente e mantendo pouco mais de um metro de distância, como se soubesse que a outra precisava de algum tempo de silêncio 

    -Seu traço melhorou muito, Alice. Esta peça… é muito bonita. -Reinadriel fala erguendo o queixo enquanto seus olhos percorrem pelo cenário retratado na tinta. Ela parecia muito bem reconhecer o lugar ilustrado. 

    -Você gosta? -As bochechas da anfitriã rubrorizavam-se e um sorriso sem jeito. -Eu… pratiquei bastante. Obrigada, pitica. 

    -Por nada… Agora… Me pergunto se o significado é o mesmo que eu interpreto. 

    -Bem… Eu acredito que uma vez que o artista produz a sua arte, ele é incapaz de determinar como ela será recebida pelo público… O que quer dizer que a sua interpretação é tão válida quanto a minha neste caso. -Alice sorri tocando o ombro da garota mais uma vez e virando sua cabeça o suficiente para surgir na visão da outra.

    -Se é assim… Eu entendi que o lobo solitário sabe que caminha no vale da morte e está fadado a morrer sem um bando. Mas ao alcançar o topo desta colina, ele encontra uma luz sobre o céu… -Reina sorri em resposta, olhando fixamente para o topo do quadro. -Essa Luz é a sua esperança de encontrar a salvação… Em um novo bando talvez?

    Alice vira a cabeça, seu sorriso crescendo e seus olhos cintilando ao encontrar um lampejo nos olhos da boneca de porcelana que a mestiça se tornara. -É… uma boa interpretação. 

    -Sabe o que mais? Você esqueceu a chaleira no fogo, Arainha. -Reinadriel aponta, como se não tivesse emoção para a cozinha onde ouvia-se o som de chiado particularmente agressivo.
 
    Alice, em resposta, corre para a cozinha enquanto gargalha. A ruiva então caminha para se sentar à mesa de jantar, não tomando muito tempo de aguardo para que Alice voltasse com seu chá, famoso por ter um péssimo sabor. Com a bebida servida em uma xícara de porcelana com ornamentos metálicos que lembravam obsidiana, a Anfitriã se sentava defronte à visitante e sorria para ela enquanto, sem muita cerimônia, Reinadriel adoçava seu chá e bebia-o. 

    Suas feições são crípticas, mesmo Alice não tinha certeza do que ela iria achar, ainda que esperasse uma reação de repulsa como é de costume. Quando estava pronta para retirar a xícara da visita, a andarilha das terras sombrias sorri, olhando para ela. -Está uma delícia, Arainha. Como sempre!

    Conforme a mais velha inspirava, seu corpo enchia-se de alegria. Não só uma nostalgia de lembrar como era ter Reinadriel em sua vida, mas como a luz da Chama Mãe, que preencherá-a de propósito e vida. Ela chacoalha a cabeça e dá o primeiro gole, sem tirar os olhos da convidada. 

    -Que bom que gostou, pitica! Eu… fico bem feliz… -Os olhos da morena descem para o chá antes de um singelo gole antes que se ergam novamente para Reinadriel, não com indagação, mas com autêntica preocupação. -Reina… Como… Isso aconteceu contigo? 

    -Isso? -Ela respondia sem entender. 

    -Isso… Como você voltou das terras das sombras? Como colocaram sua alma em um corpo artificial? Eu… -Alice suspira como se não tivesse o direito de saber tais respostas. - …Eu quero saber quem fez isso por você… 

    Um sorriso tímido se esboça mais uma vez no rosto da garota, cujos olhos descansavam-se com a fumaça quase dourada que brotava da xícara. -Bem… Eu encontrei um bom samaritano que caminhava pela gorja… Ele tinha estocado muita ânima e… Quando me encontrou… -A mestiça trazia singelamente a mão para o topo de seu busto, como se sentisse seu coração pulsar. -...Foi mais do que gentil. Mandou fazer este corpo e energiza-lo com todo o seu estoque de ânima após 2 anos de trabalho incessável… 

    -E ele não pediu nada… em troca? Quem era este homem? 

    -Pediu. Pediu um sorriso. -A elfa gargalha e ergue sua cabeça, com olhos marejados para Alice. -Acho que você já sabe quem foi, não é? 

    A dona da casa observava a andarilha contar a sua história embasbacada. Reinadriel era coberta com a luz do Sol vespertino, seu sorriso tão singelo quanto no dia em que a conhecera. Após um segundo badalar dos sinos da Catedral de Ventobravo, um suave som ascendia com a gentileza da Chama Mãe para com os seus fieis. Era uma suave música que percorria as cordas de um solitário violino da praça, a tocar uma melodia nobre e encantadora que de pouco em pouco fazia com que os pontos se conectassem para a mulher. 

    -Archeus… N-Não pode ser… -Alice perguntava embasbacada apenas para encontrar o sorriso e o leve assentir de Reinadriel. 

    -Ele… É o lobo que vislumbra o alvorecer, não é, Alice? 

    A anfitriã, deixava sua colher cair, umedecida sobre a mesa enquanto olhava para Reinadriel em choque, seus olhos marejados e lágrimas prestes a eclodir. As palavras escapavam da escriba, perdendo-se nas marés de tormenta de seu coração enquanto Reinadriel prosseguia. 

    -Eu sei… Ele encontrou o lugar em teu coração que eu costumava ocupar, não é? - Reinadriel conclui em sua voz monótona de constructo. No entanto, para Alice, era fácil ler que, se ela fosse capaz de chorar, a mestiça agora estaria aos prantos. -Eu… Entendo, não posso lhe culpar… Ele é um homem sem igual… Você tem muita- 

    -Reinadriel! -Alice se levanta de subito, sua cabeça abaixada e seus longos cabelos negros escorrendo sobre a mesa e jogando uma sombra sobre seus olhos. -Pode… me acompanhar por um minuto. Há uma coisa que eu quero lhe mostrar… 

    A ruiva era pega de surpresa. Em seu coração falso, já havia aceitado que não seria possível realizar o breve sonho que tivera de viver junto de Alice para sempre, no entanto, mesmo com a mente tempestuosa, ela se ergue e acente para sua anfitriã, começando a segui-la, escadas acima. Dentro da boneca, jaziam pensamentos claros, mesmo que pesados… Alice tornara-se Luz e abandonara as trevas, mas Reinadriel… Nasceu e existe nas trevas e na antinaturalidade da morte. 

    Eventualmente Alice abre uma maçaneta, revelando um quarto, o seu quarto. Conforme a garota entrava, podia ver como aquele lugar seria um pequeno reflexo da alma da Teiassombra. Desde as pinturas, púrpura e brancas, a prateleiras com estátuas e souvenirs de suas viagens, bem como as torres de livros em suas prateleiras e, é claro, um mini ateliê que ficava contra a luz da única janela do local. Haviam alguns quadros neste quarto, um pouco mais íntimos do que os encontrados na sala de estar, estes mostrando rostos de pessoas amadas pela sacerdotisa. Pessoas que Reinadriel podia identificar muito bem. 

    Um quadro representava a sua família Teiassombra, como deveria ter sido, com seus irmãos sãos e seus pais a salvo. Outra, com o que pareciam ser seus irmãos de fé neste novo secto que ela encontrara. Mas uma delas, a princípio encoberta por uma cortina branca com teias de aranha douradas ornamentadas, tirava todas as palavras da mestiça, que cambaleava olhando o trabalho artístico. 

    A obra definitiva de Alice era a representação pura de seus dias, tão curtos, mas tão valiosos com Reinadriel. A arte representava a elfa de costas olhando sutilmente para trás com o mais lindo e brincalhão sorriso que já esbanjava no passado, sua mão extendida para segurar a delicada mão do espectador, enquanto ambas corriam pelos campos floridos da Floresta do Canto Eterno. Seu rosto estava rachado, mas isso não impedia seu sorriso. 

    -A-Alice… O-O que isso significa? 

    Lentamente a sacerdotisa ergue seu rosto, revelando seus olhos de cristal cintilantes e cobertos em lágrimas que borraram sua maquiagem enquanto sua boca erguia-se emocionada, tentando conter mais choro. -Você tem razão, Reina… Eu… Não posso negar que Archeus cativou meu coração, mas… Ele não tomou o seu lugar. -Alice abana com a mão enquanto segura com a outra bem próxima de seu peito. -Ninguém nunca poderia tomar o seu lugar, sua tola! 

    -Mas, mas, mas… Alice eu… Eu sou toda trevas e você é pura Luz… Como podemos-

    -Não me venha com essa! Eu passei por tanta coisa, você passou por tanta coisa para estar aqui diante de mim… Reina…-Alice caminha na direção da garota entrelaçando seus dedos e, assim, prendendo sua atenção em seus olhos. -Obstáculos tão pequenos quanto este não podem nos impedir de tentar o que já devíamos ter feito… Não acha? 

    Reinadriel não podia responder. Como seria capaz? A única vida que tivera em Azeroth fora uma mentira, servindo uma entidade e sobrevivendo apesar de sua linhagem. Talvez o único momento em que sua alma se abalasse tanto tenha sido no momento de sua tão cruel morte derradeira. Ela mal sabia o que são sentimentos mortais, mal saberia entender o que os outros sentem, ou o que ela mesma sentia, contudo, de alguma forma, em alguma progressão desconhecida, ela sabia o que estava sentindo. Conforme Alice se aproxima, seu perfume de maçã permeia as narinas da vermelha, a doce música no violino subia em um crescendo, dava a ela poder e ímpeto. Exatamente o poder que precisava para desafiar o passado e o futuro, não pelos outros mas por si. Ela percorre o último trajeto, beijando os lábios de Alice enquanto era envolvida em seus braços. 


    Uma expressão tímida surgia, mas tal sentimento logo seria levado embora pelo caloroso abraço da baronesa que nunca esqueceu. Reinadriel finalmente entendia e, quando a melodia rumava para a sua tenra conclusão, seus olhos travam na mulher mais uma vez enquanto sua mão delicada de mármore sobe para acariciar os longos cabelos de Alice, ela sussurra. 

    -Eu… Entendo… -Reinadriel fala trêmula. -Minha alma nunca era para ter sido, mas ela lutou e perdurou por anos, na dor, no sofrimento… E mesmo agora que desafio as leis da vida, estou de volta contigo…É por isso que nunca aceitei entregar-me aos vermes da terra e aos deuses da morte… 

    -Para estar aqui… Junto de mim. -Alice concluí, despojando lágrimas de alegria, pouco antes de abraça-la mais uma vez, com toda a sua força. -Então vamos, Reina…Vamos traçar o nosso destino juntas, como sonhamos no passado. 

    Nos braços de Alice, Reinadriel encontrava uma coisa cuja qual nunca encontrara… O conforto. O amor. Até o fim daquela melodia, elas ficariam abraçadas, compartilhando suas energias uma com a outra, em uma linda dança de luz e sombra que equilibrava o espírito das duas até chegar em um fluxo perfeito. Lágrimas escorriam e todas as mãos ali, agarravam a outra com toda a sua força. 

    -Eu te amo. -As duas falam em uníssono. 

    Então era dito pela primeira vez e talvez a mais poética, declarando o que jazia em seus corações há anos. A música minguava conforme as duas enfim se olhavam mais uma vez, esbanjando semblantes de plenitude, pois enfim, havia sido feita a conexão que ambas precisavam, mesmo que nenhuma palavra precisasse ser dita. 

-

    -É só… Uma pena… Pelo Archeus… -Alice sussurra. 

    -Hm… Por quê diz isso? -Reinadriel perguntava ao virar a cabeça para o lado e suavemente ajeitar a franja da sua nova amada. 

    -Ele… Fez tanto por mim e por ti… Mas há um vazio enorme em seu coração… 

    -Por quê… Não preencher este vazio juntas? 

    -O quê? Como? 

    Reinadriel sorria mais uma vez. Como alguém que encontrava uma solução fácil para um problema complexo, como uma maestra pronta para revelar o apogeu lírico de sua música. Ela então caminha guiando Alice até a janela de seu quarto, abrindo as cortinas e revelando um solitário violinista a tocar na praça. O rosto das duas se iluminava ao ver o homem que as uniu, tão pacientemente aguardando o reencontro e a conexão das duas. Para Alice, Archeus era uma fera abandonada cuja Luz da Chama Mãe pôde usa-la para caucionar as impurezas e tornar em seu agente. Para Reinadriel, Archeus era o Lobo solitário que a carregara para fora do abismo mais profundo da morte e iluminara sua alma para desafiar a vida mais uma vez. 

    As duas olham uma para outra e, uma brisa branca carregada por pombos da capital ascende diante da figura distante do homem, fazendo-o encontrar as duas delicadas figuras a acenar para ele em alegria. Recebendo em troca mais um aceno do homem-lobo enquanto a catedral tocava mais uma badalada, indicando o fim da tarde.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

No recanto dos Mortos

Sauralis Almanoite