Arnis Mordrain
Preto. Preto profundo, até onde os olhos podem ver há escuridão, e, de alguma forma, muito além. Do silêncio sem fim, o tilintar de uma pesada armadura ressoa em crescendo. Ofegante e afoita, Arnis corria em direção a uma rústica espada órquica fincada no chão e abandonada nas trevas. Formas sombrias desenham-se e se aproximam. Monstros com diversas formas e rostos, sombras riscadas em constante movimento, como rabiscos de carvão em movimento. Uma colossal silhueta humanóide liderava as outras menores com um enorme machado atrás da loira. O vislumbre da mulher vermelha removendo a lâmina do chão parecia trazer som ao mundo, agora enchendo-se com frases avulsas em uníssono, a formar a mais caótica orquestra. -Calem-se, calem-se, CALEM-SE! -Bradava. Entretanto, ao fechar os olhos e tomar um longo fôlego, a amazona então salta para a luta, atravessando o comandante com a espada e, na sequência, tentando combater todos ao seu redor. Golpe a golpe ela derruba os mons...