Relatório de Enginnex: Sarvet Vermelhalvorada


Musiquê:


Dias 11 & 12

 Voltei para a Fortaleza Kroum'thar no mesmo dia e aproveitei pra contactar o nosso melhor sacerdote sombrio, Stechoniak Corassol. Ele concordou em ajudar com o teste de Nurgle no dia seguinte... Hoje era o dia de investigar o penúltimo Tio Jonas.

 Como falei no começo, suspeitar do meu antigo crush... um deles pelo menos... foi de partir o coração. Desde que Sarvet se tornou esse tal de "Paladino Vil" parece que perdeu aquela aura tão reconfortante de alegria e paz. 

 Muito bem... Conversei com alguns orcs que costumam passar a noite perto da cabana dele e de Mysandra e parece que ele, quase toda noite tem pesadelos e começa a falar dormindo. Chega a ser bizarro mas, pelo visto, seria a melhor maneira de tirar uma informação real dele. 

 Para o psicólogo Feudelfo, o sonho é o único momento em que o inconsciente sobe até o consciente. Ou seja, quando ele está dormindo e falado sozinho,  está falando verdades, boas ou ruins. 

 Aiai... tadinho dele. Pedi pra me hospedar com ele enquanto não preparavam a minha cabana e a mulher dele ficou tão nervosa! Ele custou a convencê-la mas, por sorte, eu tinha trazido chocolate pra menina humana e uma caixa de maquiagem para a mestiça. Elas ficaram do meu lado e a mymy acabou cedendo. 

(Na verdade entendo ela um pouco. Se tivesse um homem como o Sarvet, não desgrudaria!) 

 Bem, minha cama ficava no quarto ao lado deles. Tive que pular uma noite do meu soninho de beleza, mas consegui observar de perto a conversa dele. 

 Usei o fofo do Laddesky, meu elementalzinho do ar pra subir silenciosamente no telhado e abrir um furico no teto pra espiar.  Claramente não aprendi isso nas vezes que ia à negócio pra Lua Prata e meu quatro era do lado do Campo de treinamento dos Cavaleiros Sangrentos! De forma nenhuma!

 Sarvet sofria muito, muito mesmo. Rosnava e murmurava, tenho certeza que, em sua mente, estava enfrentando Lucius em seus sonhos. Ele gritou tantas vezes "Eu não vou te deixar tocar em um fio se quer de cabelo de Reinadriel, Mysandra ou Alice, seu amontoado de sombra sem fim!" Que comecei a gostar da Illidari magrela. 

 O tempo todo ela o acariciava com ternura e conversava como uma verdadeira mãe cuidando de seu marido. "Está tudo bem, Sarvet. Estou aqui com você e vamos vencer juntos está bem?" Mas, curiosamente... ela também conversava com o demônio interior dele e Azazhel parecia responder positivamente. 

 Fiquei intrigada com isso e,  ao conversar com Mysandra ela me respondeu o seguinte: 

"Bem, eu também tenho um demônio dentro do corpo e, quando eu o conheci, não teve nenhum preconceito comigo. Só cuidou de mim...

Sarvet ainda é o Cavaleiro de sempre, gentil, altruísta até de mais e vastamente sábio. Contudo, a diferença entre eu e ele é que Azazhel habita seu inconsciente, tem poder direto sobre a mente dele. É como se os dois dividissem as rédeas do mesmo cavalo enquanto que, com um Illidari comum, o demônio é um cavalo treinado e de coleira bem presa. Portanto, tudo o quê precisamos garantir é que o interesse principal de Sarvet e de Azazhel estejam alinhados.

Agora... pode sair da minha casa?" 

 Na verdade isso faz total sentido! Lucius tomou de Azazhel o quê era dele, ou seja, um terço do controle da Teia. Nos planos do Legado, Sarvet terminará com toda a influência sobre a Teia, logo,  dará para Azazhel um poder maior do que antes tinha! 

 Considerando que um não existe sem o outro, Sarvet e Mysandra estão realmente tirando os motivos para Azazhel se quer querer passar a perna nele. E, mesmo que tome o controle, é provável que nem se quer pise fora do caminho que já traçaram. 

 Neste caso... o Tio Jonas simplesmente não pode ser ele.

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