A Trilogia da Vingança: I
Musiquê para Imersê (também o tema da Era u.u)
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O homem em questão? Sir Sarvet Vermelhalvorada, soldado, embaixador, paladino e professor. O meu pelo menos.
Por quê eu buscaria a morte do elfo que salvou minha vida e me adotou quando não tinha nada, e que, outrora fez-me a mulher mais feliz do mundo? Acredite em mim, vivi muitos e muitos anos pra minha espécie e aprendi que as vezes a mesa vira e que há coisas nesse mundo que podem corromper o coração até do homem mais puro.
Antes da queda de Lordaeron, eu era, bem... feliz como já disse. Tinha um belo noivo, meu treinamento estava quase completo e, era mera questão de tempo para que me tornasse uma chefe de família. Contudo, tudo isso mudou quando o Flagelo veio.
Estávamos prontos para contra atacar e pulverizar aqueles seres bestializados. Dado mais tempo, o Punho de Prata e a Aliança de Lordaeron limparia as terras de sua poeira verdejante de podridão profana. No entanto... não estávamos preparados para a traição de nosso legítimo príncipe mimado. E, aparentemente, Quel'thalas e Dalaran jaziam ainda menos prontos para tais conflitos.
Aquele era o momento que mais precisava de Sarvet ao meu lado. Seu abraço acolhedor, sua voz calma e pacífica... Minhas esperanças foram estilhaçadas quando o homem que se casaria comigo, que prometeu-me tudo, me abandonou para "tomar conta de seu povo".
Como? Eu não era importante o bastante para ele? Seguiria mesmo aqueles elfos malditos até o abismo vil do universo ao invés de voltar e tomar conta da mulher que jurou que faria de tudo para proteger e cuidar sempre?! Fui refugiada, exilada, isolada e desolada, mas a luz me fez forte. Transformei minhas lágrimas de tristeza em ódio ardente para sobreviver e completar meu treinamento.
Daí em diante, tudo que conheço é guerra.
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Seis anos se passaram.
Eu lutei na aliança que viu a queda de Onixya, Ragnaros e até o Império Quiraji e a cidadela voadora do principe orgulhoso ser fragmentada... Enfim o Portal Negro foi aberto mais uma vez, e uma pressão tomou conta de mim... enfim teria minha primeira chance de pisar no torpe refúgio do povo imundo dele! Essa era a rota que minha tropa iria, enfrentar outros inimigos, no entanto... Eu teria uma chance de fazer justiça.
Gruul...Kharazan...Vajsh, Kael'thas e até Illidan Tempesfúria tombaram ante a nossa cruzada. Eu era uma soldado muito difícil de se lidar, reconheço isso. Se um dia eu me tornar general de algo, não saberia lidar tão bem com a minha ...violência, como meus comandantes conseguiam lidar. Isso até o dia que decidiram não expurgar todos aqueles malditos Elfos Sangrentos de Shattrath. Fora traída até pelos meus próprios semelhantes?!
Eles puderam ver a minha fúria, mas não iriam atrás de mim em meu refúgio solitário na Península do Fogo do Inferno para ver minhas lágrimas evaporarem no solo escaldante daquele lugar. E foi lá... no apogeu da minha raiva, fúria e frustração, quando estava realmente pensando em saltar daquela península para um vazio infinito aonde nenhum mortal ou imortal encontrar-me-ia... que Sarvet apareceu para mim.
Brilhante, gentil e preocupado... Pediu perdão, disse que não tivera escolha, que sabia que ficaria bem uma vez que tenho o dom da Luz... Exceto que eram todas mentiras! Eu via em seus olhos! O mar asmo de meu inconsciente se tornava um oceano tempestuoso de fúria em um piscar de olhos. A Luz... Minha Luz concedeu-me forças para atacar aquele maldito e expurga-lo desse mundo.
-"MENTIROSO! Não ouvirei mais suas palavras, Traidor!"-Eu gritava em fúria ao ataca-lo com minha espada longa, estilhaçada depois de dois ou três ataques contra o ágil escudo imbuído de Luz dele.
Desarmada, era forçada a empunhar as espadas desgastadas dos soldados orcs que jaziam ao nosso redor. Tinha a sorte de estarmos lutando nas ruínas de uma dos campos de batalha da Frente Thrallmmar.
O escudo daquele maldito o guardara como um guardião dos reis antigos, era um mestre paladino, afinal... o meu Mestre, como já disse... todo golpe que lançava, físico ou mágico era bloqueado com maestria pelo Velho Cavaleiro, mesmo que começasse a fraquejar conforme meus ataques ficavam mais intensos, mesmo que ficasse mais e mais cansada.
Nem mesmo se eu estivesse em meu melhor estado mental conseguiria ter contado quantas armas foram tomadas do chão apenas para se tornarem estilhaços. A luta foi intensa, para meu corpo, para meu espírito e para meu coração...
Não me lembro de como, mas minha memória apagou e, ao acordar, estava na enfermaria da Fortaleza da Honra com o corpo tão dolorido quanto o meu orgulho. Abatida física e ideologicamente... mas não morta. Nunca poderei dizer de fato se estou viva por causa de algum milagre da Luz ou... Não quero nem se quer pensar na outra alternativa. Entretanto... sobre minha cabeceira havia... uma pedra arcana. Shal'dor!
Essa derrota seria a última! Faria de tudo e mais para livrar o mundo daquela praga! E a luz... triunfaria ao meu lado. E não do dele!

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